Por que lutamos pela Tarifa Zero em Itapira?
Mais do que transporte gratuito, lutamos pelo direito de trabalhar, estudar e circular.
18 abr 2026, 14:13 Tempo de leitura: 3 minutos, 20 segundos
Desde 2023 debatemos a Tarifa Zero na Câmara Municipal de Itapira. Começamos protocolando indicações para que a Prefeitura realizasse estudos sobre a viabilidade dessa política na cidade. Mas não paramos por aí.
Em outubro de 2025, apresentamos um requerimento de informações solicitando dados oficiais que pudessem embasar tecnicamente essa discussão. Requerimento não respondido até hoje.
Convocamos uma audiência pública sobre o tema, realizada em 10 de dezembro de 2025, que ocupou o plenário da Câmara.
O resultado dessa audiência foi claro: a partir dos dados apresentados, ficou evidente que a Tarifa Zero é viável em Itapira. Mesmo com toda essa mobilização e com os dados técnicos demonstrando que é possível, seguimos em 2026 sem qualquer resposta da Prefeitura ao requerimento enviado ano passado.
Por que essa luta importa tanto?
O ponto central é simples: o transporte público de Itapira já é financiado com dinheiro público.
Em 2022, o município repassava cerca de R$80 mil por mês de subsídio para a empresa Mirage, que operava o sistema na época. Com a mudança de empresa, esse valor saltou para cerca de R$360 mil mensais em contrato emergencial. Hoje, com a Translocave, o repasse ultrapassa R$550 mil por mês.
Ou seja: o investimento público aumentou quase sete vezes, mas a população continua pagando passagem. Não estamos falando de criar nova despesa, mas de reconhecer que o sistema já é custeado pelo município.
A pergunta, portanto, é direta: se o dinheiro público já banca o transporte, por que o trabalhador ainda precisa pagar na catraca?
O impacto da catraca na vida real
Esse não é um debate técnico distante da realidade, mas algo que afeta diretamente a vida das pessoas. O transporte público não é serviço opcional, ele é essencial para trabalhar, estudar, acessar serviços de saúde e resolver questões básicas do dia a dia.
Quando existe tarifa, estamos limitando esse acesso! E isso tem consequências concretas que vemos todos os dias: pessoas deixam de aceitar empregos porque o custo da passagem inviabiliza o salário, estudantes interrompem cursos técnicos ou superiores, famílias deixam de ir a consultas médicas. Na prática, a catraca define quem pode circular pela cidade e quem fica preso no próprio bairro.
Uma política que já funciona
A tarifa zero não é utopia. Hoje, mais de 150 cidades brasileiras já adotaram esse modelo, de diferentes tamanhos e regiões. Essas experiências mostram resultados consistentes: mais circulação de pessoas, fortalecimento do comércio local, redução da evasão escolar e ampliação do acesso ao trabalho.
Funciona porque transporte é investimento, não é gasto.
A mobilização que está fazendo história
Mesmo com dados, estudos, audiência pública e exemplos concretos de outras cidades, o debate ainda não avançou dentro da Prefeitura. Diante desse silêncio institucional, a mobilização popular se tornou fundamental.
O abaixo-assinado pela Tarifa Zero já se tornou o maior abaixo-assinado do nosso mandato e um dos maiores de Itapira nos últimos anos. São mais de 300 pessoas que assinaram, compartilharam e conversaram com amigos, familiares e colegas sobre essa luta.
Não é só nosso, é um abaixo-assinado que você faz parte e que segue crescendo.
Recentemente, ganhamos o apoio público da deputada federal Sâmia Bomfim, que gravou um vídeo conosco defendendo a Tarifa Zero em Itapira. Esse apoio ampliou o alcance da mobilização e mostrou que estamos construindo uma articulação política séria, conectando nossa luta local a uma rede maior de parlamentares comprometidos com transporte público de qualidade.
Quanto mais gente se soma, maior é a pressão para que o poder público trate esse tema com a seriedade que ele exige. Se você acredita que mobilidade urbana deve ser direito, não privilégio, participe dessa construção.
Assine e compartilhe: https://leandrosartori.com.br/tarifa-zero/